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Entenda como funcionava esquema de fraude de veículos que terminou com PM e servidores do Detran presos na Bahia

Investigação aponta que carros de empresas reais eram usados como base para criar documentos fraudulentos e, após registro na Bahia, veículos eram financiados no Ceará.

Publicada em 02/09/2026 às 09:16h - 52 visualizações

por g1

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Foto: PC/BA  (Foto: Foto: PC/BA)

A investigação da Operação Giratina apontou que o esquema de fraude em registros e transferências de veículos na Bahia funcionava a partir da criação de uma aparência de legalidade para carros que pertenciam a empresas reais. Na ação, duas pessoas foram presas em Madre de Deus e uma em Simões Filho.

Conforme apuração da TV Bahia, tratam-se dos servidores Orlando Azevedo dos Santos Júnior, conhecido como Binho do Detran, e Kauê Duarte Ambrozi da Silva, e o sargento da Polícia Militar Jean Conceição dos Reis.

O ex-vereador de Madre de Deus, Anselmo Duarte Ambrozi da Silva, conhecido como Anselmo filho de Begu, foi detido após os policiais encontrarem uma arma de fogo irregular na casa dele, durante o cumprimento de um dos mandados. Ele, que é pai de Kauê Duarte, foi ouvido na delegacia e liberado.

 

g1 tenta contato com as defesas dos suspeitos, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

 

Segundo a Polícia Civil, veículos registrados originalmente em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste eram usados como base para produzir registros fraudulentos na Bahia e, poucos dias depois, conseguir financiamentos em empresas do Ceará.

A investigação começou depois que o próprio Detran-BA comunicou suspeitas identificadas durante procedimentos internos na unidade de Simões Filho.

Conforme a apuração, carros de empresas verdadeiras, registrados em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, eram usados como base para criar registros falsos na Bahia.

 

Para isso, os suspeitos apresentavam documentos falsificados, realizavam ou validavam vistorias e inseriam informações no sistema nacional de registro de veículos, o Renavam. Também eram emitidos documentos necessários para formalizar as transferências.

A participação de servidores do Detran-BA em etapas como vistoria, conferência de documentos e emissão dos registros é investigada como uma forma de fazer com que os veículos fraudulentos parecessem regulares.

Depois de registrados na Bahia, os veículos eram usados, em poucos dias, para conseguir financiamentos junto a empresas do Ceará.

A suspeita é de que os bancos e financeiras liberavam o crédito usando os veículos como garantia sem saber que os documentos haviam sido fraudados. Os carros, na realidade, pertenciam a empresas que não tinham conhecimento das operações.

Durante a operação, foram apreendidos uma pistola, um revólver, celulares e documentos que devem ser analisados pelos investigadores.

A apuração ainda investiga a possível participação de outras pessoas e a prática de crimes em diferentes estados. Os investigados são suspeitos de crimes como inserção de informações falsas em sistemas, falsidade ideológica, corrupção e associação criminosa.

A Operação Giratina também cumpriu dez mandados de busca e apreensão em cidades baianas e outros quatro no Ceará.

As ações ocorreram em Simões Filho, Madre de Deus, Camaçari e Lauro de Freitas, além de endereços ligados a uma empresa e a pessoas investigadas no Ceará.

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