A TV Bahia apurou que a maior parte das vítimas das extorsões atribuídas à facção são empresas provedoras de internet e revendedoras de gás de cozinha. Segundo as investigações, o grupo exigia pagamentos para permitir o funcionamento desses estabelecimentos nas áreas onde atua.
As prisões ocorreram nos bairros de Cosme de Farias, Nordeste de Amaralina e Tancredo Neves, em Salvador, além de Portão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana. Seis dos presos foram localizados em Cosme de Farias.
Entre os presos estão seis mulheres apontadas pela polícia como responsáveis pela movimentação financeira da organização criminosa. Um dos homens presos é investigado por atuar como gerente do tráfico de drogas em Cosme de Farias.
Segundo o delegado Adriano Lobo Moreira, um dos principais objetivos da Operação Ágio é enfraquecer financeiramente a facção e combater as extorsões praticadas pelo grupo.
"Isso é de conhecimento das Forças de Segurança, essa tentativa de causar pânico à população e angariar lucros através de extorsões. As Forças de Segurança estão atacando isso. Inclusive, essa operação, batizada de Ágio, faz essa associação, no sentido de que um dos objetivos é esse combate", afirmou.
A ação mobilizou cerca de 500 policiais civis, militares e peritos e segue em andamento. Segundo a SSP, as buscas por José Carlos Ferreira dos Santos continuam e novas prisões não estão descartadas.


