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Família soube por redes sociais de estupro coletivo de crianças em SP e deixou comunidade após ameaças, diz polícia

Investigadores disseram que famílias estavam sendo pressionadas a não prestar queixa. Crime ocorreu em São Miguel Paulista, na Zona Leste da capital, no dia 21 de abril. As vítimas têm 7 e 10 anos. Ao todo, quatro adolescentes e um adulto participara

Publicada em 04/05/2026 às 08:47h - 29 visualizações

por g1

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Foto: Reprodução/TV Globo  (Foto: Foto: Reprodução/TV Globo)

A Polícia Civil informou neste domingo (3) que o estupro coletivo de duas crianças veio à tona depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens do crime circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia.

O crime ocorreu no dia 21 de abril, mas só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24. A polícia diz que em cinco dias conseguiu identificar os criminosos e prendê-los. As vítimas são duas crianças de 7 e 10 anos.

Quatro criminosos são menores de idade e três já foram estão apreendidos. Um é adulto e foi preso na cidade de Brejões, na Bahia, e deve ser transferido para São Paulo nesta segunda-feira (4). Um quarto suspeito adolescente está foragido e sendo procurado pela polícia.

 

 

Segundo os delegados do 63° Distrito Policial da Vila Jacuí, que investigam o caso, a família estava sendo pressionada a não prestar queixa na polícia.

“As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa”, disse a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.

“[A irmã] Soube através das redes sociais. Ela é uma irmã que não mora mais com a mãe. Quando ela viu o vídeo identificou o irmão e veio e registrou o boletim de ocorrência. Mas ela não tinha detalhes e não sabia o local. A família saiu com medo lá [da comunidade]. Teve gente que saiu com a roupa do corpo. Então, foi uma dificuldade encontrar essas vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e as crianças submetidas a exames", completou.

 

 

A polícia diz, então, que começou um trabalho de investigação para localizar as famílias e os adolescentes envolvidos. De acordo com os investigadores, os agressores conheciam as vítimas e atraíram elas para o imóvel onde o estupro aconteceu dizendo que o grupo iria soltar pipa.

“Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: 'vamos soltar pipa, aqui tem uma linha'. Um dos adolescentes disse que era uma brincadeira que acabou escalando, mas a iniciativa de gravar foi do maior. Foi ele quem começou as brincadeiras. Ele começou a gravar no próprio celular e depois pediu para o outro menor que gravasse”, afirmou a delegada que atendeu as vítimas.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que as crianças e as famílias foram acolhidas em equipamentos da prefeitura de SP com ajuda psicológica. O local está mantido em segredo por proteção das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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