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Novas imagens das câmeras corporais da PM mostram as reações do tenente-coronel Geraldo Neto após chegada da polícia

Perícia aponta inconsistências no relato do suspeito de feminicídio da a policial militar Gisele Alves Santana. Enquanto era conduzido pelos policiais, ele fez questão de afirmar que sustentava a esposa e a filha dela, de um outro relacionamento.

Publicada em 23/03/2026 às 10:19h - 27 visualizações

por G1

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Foto: Reprodução/TV Globo  (Foto: Foto: Reprodução/TV Globo)

O Fantástico deste domingo (22) revelou novas imagens do tenente-coronel Geraldo Neto após o disparo que resultou na morte da policial militar Gisele Alves Santana, sua esposa. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.

Um mês após o crime, Geraldo Neto virou réu por feminicídio e fraude processual. Segundo os investigadores, além de matar Gisele, ele alterou a cena do crime.

As imagens que ajudaram na investigação do caso são das câmeras corporais de policiais que atenderam à ocorrência. Às 11:24, eles chegam ao local e paramédicos socorrem Gisele na sala. O PM que chefiava a equipe recebe a arma que a baleou.

 

"Deixa o armamento dentro da viatura", diz o policial.

O tenente-coronel Geraldo Neto passa quase todo o tempo ao telefone. Em determinado momento, um policial se aproxima para ouvir a versão dele sobre o que teria acontecido.

“Eu entrei no banheiro da frente. Só que, quando eu entrei, fazia um minuto, debaixo do chuveiro, ouvi um barulho forte. Achei que era ela batendo na porta. Achei estranho, abri o boxe. Olhei na sala, ela tava caída no chão com sangue. Ela deu um tiro na cabeça.”

Em seguida, ele fala sobre onde a arma estava guardada:

“Só que minha arma fica em cima do guarda-roupa. E eu deixo a porta trancada. Como o banho dela demora 30 minutos e o meu demora cinco, não me preocupei em trancar a porta do quarto, deixei aberta.”

Mas a perícia desmentiu essa versão.

De acordo com a análise da cena do crime, Gisele não conseguiria alcançar a arma que estava em cima do armário. E uma árvore de natal, que segundo os socorristas estava na sala, não permitiria que o tenente-coronel visse, da porta do banheiro, a mulher caída no chão.

 

 

Segundo Osvaldo Nico Gonçalves secretário de Segurança Pública de SP, as primeiras pessoas que atenderam à ocorrência foram fundamentais para o esclarecimento do caso.

 

"Eles não se intimidaram porque era um tenente coronel que estava lá, eles passaram a informação correta do que eles viram aos seus superiores", afirmou ao Fantástico.

 

 

Versões sobre a separação do casal

 

Nas câmeras, o tenente-coronel disse que o casal dormia em quartos separados e que ele pretendia terminar o casamento.

"Fui no quarto, dei bom-dia, fiz orações e melhor a gente separar mesmo", afirma.

Mas, em mensagens de celular às quais a polícia civil teve acesso, é Gisele quem pede a separação. Enquanto ela era levada pro hospital, Geraldo Neto fez questão de dizer que era ele quem sustentava a mulher e a filha dela, fruto de um outro relacionamento.

"Eu pago 3600 de aluguel e 1400 condomínio. 5 pau. Fora luz, gás, internet que dá mais uns 1000. Vai pra 6 ml", disse Neto ao policiais.

Segundo o delegado da Polícia Civil Lucas Lopes, há indícios claros de uma escalada de violência na relação do casal, "com sinais de violência doméstica, psicológica, física e até violência financeira".

Antes de ser preso na quarta-feira (18) sob a acusação de matar a soldado Gisele Alves com um tiro na cabeça, o marido dela, o tenente-coronel Geraldo Neto, se descrevia como um “macho alfa” e cobrava que a esposa fosse "fêmea beta obediente e submissa". Isso ocorreu dois dias antes do crime.

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