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'Deceparam dedos porque ele é imigrante e negro', diz mãe de brasileiro de 9 anos atacado em escola de Portugal

Nívia Estevam contou à Deutsche Welle que tentou prestar queixa junto às autoridades, mas foi tratada com descaso. A investigação oficial só começou após a repercussão do caso, divulgado por ela nas redes sociais.

Publicada em 19/11/2025 às 08:41h - 47 visualizações

por g1

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Foto: Deutsche Welle  (Foto: Foto: Deutsche Welle)

Nívia conta que o filho dela – que já foi alvo de outros ataques – tinha ido ao banheiro quando outras crianças foram atrás dele.

 

"Obviamente eu acho, na bondade do ser humano, que eles não tiveram a intenção de amputar o dedo do meu filho, mas sim de amedrontar ele, como eles já estavam fazendo antes. As crianças fecharam a porta e ficaram segurando a porta, e ele tentou sair. Ele disse: 'Mãe, o meu dedo caiu no chão'. Ele falou: 'Eu pensei que eu ia morrer de hemorragia'", conta a mãe.

 

Após o incidente, Nívia foi chamada à escola. Mas só descobriu a gravidade do caso horas depois, já no hospital. Segundo ela, a escola tentou amenizar a situação.

"O que ela [a professora] teve coragem de me dizer foi: 'Ele nem sangrou tanto assim'. O que é 'sangrar tanto assim'?".

 

Organizações da sociedade civil em Portugal também exigiram respostas das autoridades diante dessa violência.

Com medo de represálias, Nívia deixou o local onde vivia com o marido e o filho e, dias após sua vida ter mudado completamente, ela ainda tenta entender o porquê de o seu filho ter sido vítima de tamanha violência na escola.

 

"Ele é uma criança gordinha. Ele tem traços indígenas. Foi preconceito. Como é que um professor, uma escola, uma instituição vai deixar acontecer isso com uma criança, sem sentir a dor, sem se colocar no lugar dessa criança? A única coisa que explicação é isso, é ele ser imigrante, ele ser negro. Se fosse o meu filho que tivesse feito isso com uma criança portuguesa, a nossa casa teria sido apedrejada. Era porque ele era preto, era porque ele era brasileiro."
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