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Uma pessoa morre e mais de 20 são presas em operação contra facção criminosa na Bahia

Operação Alta Potência 2 aconteceu nesta terça-feira (18), nas cidades de Jequié, Ipiaú e Itagibá, no sudoeste da Bahia.

Publicada em 19/11/2025 às 08:31h - 12 visualizações

por g1

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Foto: SSP-BA  (Foto: Foto: SSP-BA)

Uma pessoa morreu e outras 21 foram presas durante a operação Alta Potência 2, que aconteceu nesta terça-feira (18), nas cidades de JequiéIpiaú e Itagibá, no sudoeste da Bahia.

Conforme a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA), a operação resultou no bloqueio de 90 contas bancárias e no sequestro de R$ 2 milhões em imóveis ligados a um grupo criminoso responsável pelo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios na região.

Dentre os presos desta terça, 20 foram localizados na Bahia, enquanto um foi encontrado em São Paulo. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil (PC) e a SSP-BA para apurar detalhes sobre onde os suspeitos foram encontrados, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

 

De acordo com a SSP-BA, o suspeito que morreu durante a operação policial entrou em confronto com policiais, na cidade de Gandu. Ele foi socorrido para uma unidade médica do município, mas não resistiu.

A segunda fase da ação policial é resultado de investigações iniciadas pela inteligência da polícia em 2023. De acordo com o delegado Isaías Neto, titular da Delegacia Territorial de Ipiaú, a primeira fase da operação resultou na identificação de um chefe da facção criminosa e na prisão de 24 pessoas. O chefe do grupo estava entre os presos e um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa dele.

A partir disso, o patrimônio financeiro da organização começou a ser investigado. Ainda segundo a secretaria, traficantes baianos, em parceria com uma facção criminosa de São Paulo, movimentaram cerca de R$ 52 milhões em pouco mais de três anos.

O grupo é suspeito de lavar dinheiro através da compra de imóveis de alto padrão na Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo, bem como com a distribuição de recursos em diferentes contas bancárias.

Segundo o delegado da Polícia Federal e coordenador da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), Eduardo Badaró, as contas bloqueadas estavam ligadas a 21 suspeitos presos. "A expectativa da investigação é recuperarmos cerca de R$ 10 milhões de reais", afirmou.

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