A segunda fase da ação policial é resultado de investigações iniciadas pela inteligência da polícia em 2023. De acordo com o delegado Isaías Neto, titular da Delegacia Territorial de Ipiaú, a primeira fase da operação resultou na identificação de um chefe da facção criminosa e na prisão de 24 pessoas. O chefe do grupo estava entre os presos e um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa dele.
A partir disso, o patrimônio financeiro da organização começou a ser investigado. Ainda segundo a secretaria, traficantes baianos, em parceria com uma facção criminosa de São Paulo, movimentaram cerca de R$ 52 milhões em pouco mais de três anos.
O grupo é suspeito de lavar dinheiro através da compra de imóveis de alto padrão na Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo, bem como com a distribuição de recursos em diferentes contas bancárias.
Segundo o delegado da Polícia Federal e coordenador da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), Eduardo Badaró, as contas bloqueadas estavam ligadas a 21 suspeitos presos. "A expectativa da investigação é recuperarmos cerca de R$ 10 milhões de reais", afirmou.



