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Delegado da PF preso ostentava vida de luxo; há 2 semanas, postou anel da noiva e marcou TH Joias

Gustavo Steel, preso nesta quarta-feira (3), conquistou a confiança do Comando Vermelho ao repassar informações sigilosas sobre operações policiais contra traficantes.

Publicada em 04/09/2025 às 09:02h - 89 visualizações

por G1

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Delegado da Polícia Federal Gustavo Steel, preso nesta quarta (3), ostentava vida de luxo nas redes e exibiu anel da noiva e marcou deputado TH Joias, que também foi preso na operação ? Foto: Reprodução / TV Globo  (Foto: G1)

O delegado da Polícia Federal Gustavo Steel, preso nesta quarta-feira (3) por repassar informações sigilosas sobre operações policiais contra traficantes, ostentava uma vida de luxo em suas redes sociais.

Em uma foto compartilhada por Steel, a noiva dele exibe um anel confeccionado pelo deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, do MDB, que também foi preso nesta quarta.

Segundo as investigações, a proximidade com a facção criminosa fez com que o delegado se aproximasse do parlamentar.

 

Mas, nesta quarta, ele não soube da operação da qual era alvo e acabou preso pelos próprios colegas de profissão. O delegado foi detido enquanto dormia durante o plantão na delegacia do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio.

 

Investigações

 

De acordo com a Polícia Federal, Steel é suspeito de usar o sistema interno da corporação para verificar se havia mandados contra o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão. Ele também teria pesquisado quais policiais atuaram ou atuam em investigações contra facções criminosas no Rio de Janeiro.

A trajetória de Steel já tinha episódios polêmicos. Em 2008, ele foi preso na Operação Resplendor, que apurou um esquema de fraudes em combustíveis envolvendo empresários e policiais federais, civis e militares.

 

O grupo recebia propina de cerca de R$ 50 mil por mês em troca da liberação de cargas sem nota fiscal vindas de São Paulo para o Sul do Estado. O delegado acabou inocentado da acusação de corrupção, mas foi condenado por abuso de autoridade.

Na época, chegou a ser expulso da PF, mas retornou após mudanças na lei que passaram a exigir reincidência para esse tipo de infração. Desde então, atuou em diferentes unidades, entre elas a Delegacia da Previdência, o plantão da Praça Mauá e a delegacia do Aeroporto do Galeão.

 

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