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Horas antes de morrer na Ucrânia, brasileiro envia áudios à esposa: 'Daqui a uns dias estarei de volta'

Pai de dois filhos, Bruno Fernandes foi para a Ucrânia voluntariamente para lutar na guerra. Ele morreu horas depois de enviar áudios à esposa afirmando que voltaria em breve.

Publicada em 03/09/2025 às 08:45h - 85 visualizações

por G1

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Bruno frequentemente fazia chamada de vídeo com a esposa e os filhos ? Foto: Arquivo pessoal  (Foto: G1)

Horas antes de morrer em uma emboscada na linha de frente da guerra da Ucrânia, o brasileiro Bruno de Paula Carvalho Fernandes, de 29 anos, enviou uma mensagem de voz à esposa dizendo estar em paz e confiante de que voltaria para casa.

 

“Não é uma despedida, jamais. Não é uma despedida. É só uma mensagem de que daqui a uns dias estarei de volta. Deus é conosco”, disse em um dos últimos áudios enviados.

 

Bruno, morador de Governador Valadares, foi morto em uma emboscada na manhã dessa segunda-feira (1º), na Ucrânia, onde atuava como soldado voluntário desde o fim de maio. Antes de ir para a guerra, trabalhava como técnico de enfermagem em um hospital da cidade mineira. A morte foi confirmada por familiares. 

 

A esposa dele, Cecília Fernandes, contou que na noite anterior ao ataque, teve um sonho com a morte do marido.

“Ele foi vítima de todo esse sistema de recrutamento”, desabafou.

 

Ferido antes de morrer

 

Segundo Cecília, Bruno já havia sido ferido gravemente semanas antes de ser morto. Pouco tempo depois de chegar à Ucrânia, ele levou vários tiros — um deles na cabeça — durante uma batalha e chegou a ficar internado em uma UTI no país.

Após sua saúde melhorar, Bruno foi novamente enviado para a linha de frente. A esposa afirmou que ele ainda não estava 100% recuperado quando retornou. Bruno morreu hora horas depois de voltar ao combate.

 

Recrutamento em redes sociais

 

Cecília relatou que encontrou pelo menos sete grupos de recrutamento para brasileiros na Ucrânia nas redes sociais do marido. Segundo ela, Bruno foi atraído por meio de páginas em redes sociais.

Os convites ofereciam valores que chegavam a R$ 30 mil por mês, além de hospedagem, alimentação e transporte pagos pelo governo ucraniano.

Bruno chegou a vender o carro para custear parte dos gastos iniciais e foi registrado oficialmente como soldado ucraniano, com direito a carteira militar do país.

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