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Policial penal que atirou em entregador alega que disparo foi acidental, diz delegado

?Uma pessoa que aponta uma arma de fogo para outra e puxa o gatilho no mínimo assume o risco de causar a morte?, declarou o delegado Marcos Buss.

Publicada em 01/09/2025 às 10:52h - 77 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

O policial penal José Rodrigo da Silva Ferrarinique atirou no entregador Valério Junior na última sexta-feira (29) e foi preso neste domingo (31), alegou à polícia que o disparo foi acidental — versão sustentada antes e depois da prisão, segundo afirmou o delegado Marcos Buss, da 32ª DP (Taquara).

Buss contou ao Bom Dia Rio que, antes de o caso ganhar repercussão, o próprio Ferrarini procurou a polícia para comunicar o fato. “Ele admitiu que se envolveu numa discussão com o entregador porque ele não teria se disposto a levar o lanche na casa dele. Em dado momento dessa discussão, segundo ele, a arma dele disparou acidentalmente e atingiu o motoboy”, narrou.

 

Por essa razão, Ferrarini acabou liberado após esse depoimento. As imagens de Valério viralizaram, e Buss decidiu pedir a prisão do agenteO mandado foi expedido pelo Plantão Judiciário e cumprido na tarde de domingo.

A prisão preventiva foi mantida durante audiência de custódia, e Ferrarini foi levado para o Presídio Constantino Cokotós, em Niterói, unidade destinada a policiais presos.

“Até o momento, ele mantém a alegação de que o disparo teria sido acidental. Tão logo tivemos contato com as imagens do fato, constatamos que, pela própria dinâmica, esse disparo foi voluntário”, disse Buss.

 

“Uma pessoa que aponta uma arma de fogo para outra, seja em qualquer parte do corpo, e puxa o gatilho no mínimo assume o risco de causar a morte”, declarou o delegado.

Afastamento do cargo

 

Antes de Ferrarini ser preso, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou que o afastou por 90 dias e, em nota, declarou a conduta do servidor como “abominante”.

“A Polícia Penal não compactua em hipótese alguma com atitude como essa, atitude repugnante e que não representa a grande maioria dos policiais penais do Rio de Janeiro”, declarou a secretária Maria Rosa Nebel. “A corregedoria da Seap está acompanhando o caso junto à delegacia de polícia, e nos solidarizamos com o entregador Valério Júnior”, emendou.

Um processo administrativo disciplinar foi aberto contra Ferrarini.

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