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Exclusivo: câmeras mostram PMs atirando em motoboy nu em banheiro durante Operação Escudo

Evandro Alves da Silva pulou a janela do cômodo, caiu de uma altura de 7 metros e sobreviveu. O caso é o único da operação que permanece em aberto, pois aguarda a decisão do Ministério Público do estado.

Publicada em 01/09/2025 às 10:49h - 109 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

Era 30 de agosto de 2023, mais um dia de Operação Escudo, quando a vida do motoboy Evandro Alves da Silva virou de cabeça para baixo. Policiais militares atiraram enquanto ele estava nu e usava o banheiro num imóvel onde funcionava um ponto de apoio para mototaxistas no Morro José Menino, em Santos, litoral de São Paulo.

O episódio completou dois anos no sábado (30). O g1 e a GloboNews obtiveram com exclusividade as imagens das câmeras corporais que registraram a ação dos agentes (veja acima).

Naquele dia, para tentar sobreviver, Evandro — mesmo baleado com tiros de calibre 12 — pulou a janela do banheiro, após quebrar o vidro, e caiu de uma altura de 7 metros nos fundos da casa.

 

 

  • O que foi a Operação Escudo? Realizada na Baixada Santista, a operação começou em julho de 2023, após a morte do PM Patrick Bastos Reis, e resultou na morte de 28 suspeitos em supostos confrontos. A ação foi alvo de denúncias por órgãos de direitos humanos a partir de relatos de moradores sobre execuções, tortura e abordagens policiais violentas.

 

Em depoimento, os PMs alegaram estar em patrulhamento no morro, quando diversos suspeitos correram para uma viela após avistarem a viatura. Eles, então, desceram do carro e correram até o imóvel, onde Evandro estaria armado.

Contudo, as imagens das câmeras corporais revelaram outra versão dos fatos. Mostram que Evandro estava no banheiro no momento em que foi atingido. Os vídeos registram que ele levou disparos, pulou de uma altura de 7 metros, estava sem roupas e pediu ajuda agonizando.

O motoboy contou ao g1 que havia sido abordado por policiais encapuzados dois dias antes de ser baleado. Na ocasião, os agentes invadiram o imóvel para questioná-lo sobre possíveis antecedentes criminais (leia mais abaixo).

Por conta do ocorrido em 2023, ele foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de resistência e porte ilegal de arma. Dois anos após o episódio, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ainda não ofereceu a denúncia à Justiça nem solicitou o arquivamento do caso.

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