
O Exército israelense declarou nesta sexta-feira (29) que a Cidade de Gaza, a mais populosa da Faixa de Gaza, agora é “uma zona de combate perigosa” e disse estar atuando "com grande intensidade" nos arredores da cidade.
O anúncio é mais um passo rumo à tomada da cidade, no que Israel diz compor esforços para a "vitória total" sobre o grupo terrorista Hamas. Israel diz já controlar os arredores da Cidade de Gaza, e já realiza operações com soldados e tanques de guerra nessas regiões.
Israel também anunciou nesta sexta-feira que recuperou o corpo do refém Ilan Weiss e "evidências relacionadas a outro refém morto", que não foi identificado, durante uma operação na quinta. O governo Netanyahu acredita que ainda há cerca de 50 reféns israelenses em Gaza, sendo por volta de 20 ainda vivos.
Cerca de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza, segundo a ONU, sendo que alguns deles chegaram ao local após serem forçados a fugir da guerra entre Israel e Hamas, que dura quase dois anos. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou que uma ampla ofensiva na cidade terá consequências catastróficas.
Nos últimos dias, o Exército de Israel tem pedido que os moradores evacuem a Cidade de Gaza, e um porta-voz da pasta disse na quarta-feira que esse é um processo "inevitável".
Ao mesmo tempo, o Exército israelense afirmou que cada família que evacuar a cidade e "se mudar para o sul receberá a maior assistência humanitária possível". Segundo o porta-voz Avichay Adraee, uma estrutura está sendo organizada para os receber no sul de Gaza, que incluiria tendas, futuros novos complexos de distribuição de ajuda humanitária, e uma rede de água.
Israel busca tomar a Cidade de Gaza como próximo grande passo na guerra contra o grupo terrorista Hamas —posteriormente, o objetivo é controlar todo o território palestino, segundo o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O Exército israelense reiterou nesta sexta-feira que já iniciou os "primeiros estágios" da tomada da cidade. (Leia mais abaixo)
Milhares de palestinos já fugiram da cidade, mas líderes religiosos disseram nesta semana que permaneceriam no local, porque deixar a cidade e tentar fugir para o sul seria “nada menos que uma sentença de morte”.
Fotos da agência de notícias AFP tiradas na região na quinta-feira mostraram filas de pessoas deixando suas casas rumo ao sul em vans e carros carregados de colchões, cadeiras e sacolas. A ONU afirma que o deslocamento forçado em massa de palestinos.