
O programa Profissão Repórter desta terça-feira (19) acompanhou a entrega do bebê Rhuan Miguel à avó, Maria de Lourdes Sousa, que buscava esse direito na Justiça desde o nascimento dele. O processo demorou cinco meses.
Após o nascimento na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o bebê foi separado da mãe, Lílian Maria. Isso porque ela voltou a usar crack no mesmo dia em que saiu da maternidade, e não pôde ficar com o filho.
O Profissão Repórter acompanhou todo o final da gravidez e o parto dela. Eles a conheceram quando Lilian estava grávida de sete meses.
O bebê nasceu bem, em 28 de dezembro de 2024, sem sequelas decorrentes das drogas consumidas pela mãe, e foi direto para um abrigo, onde ficou um pouco mais de um mês.
Depois, foi acolhido temporariamente por uma família voluntária, em um projeto do Instituto Fazendo História. A psicóloga Flavia Palmeiri Villar e o engenheiro Daniel Bezerra Villar receberam Rhuan Miguel em casa.
?O acolhimento familiar é uma medida de proteção para crianças e adolescentes que precisam ser afastados temporariamente de sua família de origem. A família acolhedora torna-se responsável pelo cuidado e pela proteção da criança enquanto durar a medida protetiva.
? No Brasil, 34.475 crianças e adolescentes estão acolhidos em instituições ou vivem com famílias voluntárias. Apesar de ser um modelo preconizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apenas 6,2% das crianças afastadas da família de origem por medida judicial estão com famílias acolhedoras.