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empresário passeando com cães e na academia após matar gari em BH

Imagens exclusivas obtidas pelo Fantástico mostram a rotina do suspeito após o crime e revelam detalhes que surpreendem os investigadores.

Publicada em 18/08/2025 às 09:13h - 81 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

morte do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, gerou comoção em Belo Horizonte (MG) e repercutiu em todo o país. Ele levou um tiro no abdômen enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na região Oeste da capital. O Fantástico teve acesso a áudios e vídeos que revelam detalhes após o crime.

O principal suspeito é o empresário René da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos. Segundo testemunhas, ele se irritou ao não conseguir passar com o carro e ameaçou os garis. Em seguida, sacou uma arma e atira em Laudemir. Imagens mostram o gari caindo na calçada após o disparo.

 

Colegas de trabalho de Laudemir relataram que René agiu com frieza. "Ele vem com a arma em punho, na hora que ele tentou fazer uma manobra na arma, o carregador da arma caiu no chão, ele agachou, pegou o carregador, colocou novamente na arma, apunhou a arma novamente, apontou pro colega de trabalho e efetuou o disparo", disse o gari Evandro Marcos de Souza.

 

Após o crime, René fogiu do local. Um dos garis conseguiu filmar o carro descendo a rua.

Laudemir foi levado ao hospital, mas não sobreviveu. O enterro, realizado dois dias depois, reuniu familiares, amigos e moradores da região.

A viúva, Liliane França da Silva, chorou ao lado dos filhos.

 

“O meu Lau saiu pra trabalhar. O meu Lau tinha prazer em voltar pra casa. E aí eu recebo o Lau num caixão”, disse.

 

A família pede justiça e o bloqueio dos bens do empresário e da esposa dele.

René foi preso horas depois, enquanto malhava em uma academia. Imagens mostram que ele passeou com os cachorros e seguiu a rotina normalmente após o crime. A polícia encontrou a arma usada no assassinato na casa dele, em Nova Lima, na Grande BH. A arma pertencia à esposa de René, a delegada Ana Paula Balbino.

 

A delegada afirmou que não sabia que o marido usava sua arma. A Corregedoria da Polícia Civil investiga se ela tem responsabilidade administrativa. Os delegados do caso dizem que não há indícios de envolvimento direto dela no crime, mas as investigações continuam.

René negou o assassinato e disse que toma remédios controlados. Na audiência de custódia, o juiz mencionou que o empresário já responde por violência doméstica contra a ex-esposa, demonstrando "uma personalidade violenta". A defesa afirma que só vai se manifestar após ter acesso aos documentos da investigação.

A polícia indiciou René por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão. Os investigadores dizem que não têm dúvidas sobre a autoria do crime. “Temos indícios contundentes e irrefutáveis”, afirmou o delegado Evandro Radaelli.

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