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'Como não perceberam que ele estava passando mal?', diz filho de dentista que morreu em delegacia em SC

Exame toxicológico confirmou que não havia álcool no corpo de Cezar, ao contrário do que alegaram os policiais que o prenderam após acidente de carro.

Publicada em 04/08/2025 às 11:23h - 67 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

A morte do dentista Cezar Maurício Ferreira, de 60 anos, em uma cela de delegacia em São José, na Grande Florianópolis (SC), após um acidente de trânsito, levantou questionamentos dolorosos e incredulidade entre seus familiares.

Cezar foi preso após bater o carro. De acordo com os policiais que atuaram na ação, ele apresentava sinais de embriaguez, como fala confusa. Na manhã seguinte, ele foi encontrado morto na cela. O exame toxicológico confirmou que não havia álcool no corpo de Cezar e que a causa da morte foi arritmia cardíaca.

Como é que as pessoas não perceberam que ele estava passando mal?", questionou Allan Bertoli Ferreira, um dos filhos de Cezar.

 

 

Para o advogado da família, Wilson Knöner Campos, Cezar precisava "de uma ambulância e não de um camburão; de um médico, não de uma delegada; de um hospital e uma cama de hospital, e não uma cama gelada."

"Que isso não se repita. Que outras vidas, talvez, sejam salvas e não acabem como o meu pai", desabafou Allan.

 

O que aconteceu

 

O dia 18 de julho foi um dia atípico para Cezar. Ele não atendeu pacientes e estava doente. Passou rapidamente em seu consultório e foi embora. No fim da tarde, o dentista saiu de casa e foi de carro até uma padaria, em São José.

Na saída do estabelecimento, Cezar se envolveu em um acidente de trânsito. O motorista do carro atingido acionou a Polícia Militar, que chegou cerca de meia hora depois.

Após revistarem o veículo do dentista e não encontrarem nada, os policiais assinaram um "auto de constatação", termo utilizado quando há sinais de embriaguez. O documento registrava que Cezar tinha odor etílico, fala arrastada e desorientação.

 

Ele foi preso em flagrante. Segundo o inquérito, Cezar não conseguiu fazer o teste do bafômetro e precisou de ajuda para entrar na viatura, onde foi colocado sem algemas.

 

 

Os dois PMs que atenderam a ocorrência foram ouvidos no local. A delegada de plantão fez as perguntas por videoconferência. Um dos policiais, André Luiz Martins da Silva, relatou que Cezar estava "totalmente desconexo da realidade" e não conseguia manter uma conversa. Outro PM, Avanir Juvenal Campos Júnior, disse ter sentido cheiro de álcool: "Não respondia, não falava nada com nada". E, mesmo horas depois da detenção, os policiais disseram que Cezar ainda apresentava sinais de confusão.

Ainda muito confuso, Cezar aguardou cerca de 40 minutos em uma cela antes de prestar depoimento. Durante o interrogatório, ele parecia desorientado. Respondia às perguntas da delegada apenas com a palavra "certo". A delegada concluiu que ele não tinha condições de ser interrogado e encerrou o ato.

O dentista passou a noite na prisão. Na manhã do dia seguinte, policiais encontraram Cezar morto, caído no chão da cela. A família não havia sido comunicada sobre a prisão.

Uma amiga de Cezar, Cristiane Salum Gomes, foi a primeira pessoa a ser acionada pela polícia cerca de 12 horas depois de Cezar ser levado para a delegacia.

"Aquela notícia foi como um soco no meu estômago", contou Cristiane, que recebeu notícia de morte e informou aos filhos de Cezar.

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