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Mulheres denunciam homens que conheceram em casas de forró por vazarem e venderem fotos e vídeos íntimos no Telegram; PF vai investigar

Doze forrozeiras procuraram grupo de feministas, que levou essas e outras acusações contra homens ao Ministério Público Federal. Vítimas identificaram os grupos do Telegram 'Cremosinhas da Putaria' e o 'Vazadinhas Inéditas' como os espaços onde image

Publicada em 29/07/2025 às 09:53h - 190 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

Mulheres denunciam homens que conheceram em casas de forró no Brasil e na Europa por divulgarem e venderem fotos e vídeos íntimos delas, sem autorização, em grupos no Telegram - aplicativo de mensagens instantâneas.

Neste ano, pelo menos 12 mulheres que frequentam casas de forró procuraram um grupo de feministas, que levou essas e outras denúncias ao Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. Sete delas relataram que tiveram suas imagens íntimas_ registradas fora das casas de shows_ divulgadas sem consentimento nas redes sociais. As outras cinco denunciaram casos de assédio sexual e agressões.

O Ministério Público Federal acompanha o caso. A Procuradoria recebeu as denúncias e as encaminhou para a Polícia Federal (PF), que irá investigar.

 

"Após análise preliminar dos fatos relatados, o MPF solicitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito. Devido ao teor sigiloso do caso, não haverá concessão de entrevista ou fornecimento de outras informações neste momento", informa nota do Ministério Público Federal ao g1.

 

Questionada, a PF não quis comentar o assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, o órgão informou que não se manifesta "sobre eventuais investigações em andamento".

O MPF pediu para a PF abrir inquérito policial para investigar os forrozeiros por eventuais crimes, como revenge porn (pornografia de vingança), assédio sexuallesão corporal e ameaça. Alguns desses homens foram identificados pelas vítimas, outros não.

 

De acordo com os relatos dessas vítimas, que o g1 teve acesso, além da capital paulista, os casos ocorreram em Cotia, na região metropolitana, no Rio de Janeiro e em Turim, na Itália. As mulheres contaram ter conhecido os abusadores em casas de shows, escolas de dança e em festivais de forró.

As vítimas identificadas pela Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) citam o "Cremosinhas da Putaria" e o "Vazadinhas Inéditas" como os grupos no Telegram em que imagens delas foram ou podem ter sido compartilhadas. Ao menos um dos grupos existe há quase uma década.

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