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Fãs fazem fila para adeus a Preta Gil no Theatro Municipal

O velório ficará aberto ao público das 9h às 13h e depois o corpo será encaminhado por meio de um cortejo para o Cemitério e Crematório da Penitência, na Zona Portuária.

Publicada em 25/07/2025 às 09:07h - 67 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

Fãs da cantora Preta Gil formaram fila na manhã desta sexta-feira (25), na Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro, à espera do velório da artista, no Theatro Municipal. A prefeitura montou um caminho gradeado na praça para ordenar e facilitar o fluxo da despedida. Preta morreu no domingo (20), em Nova York, em decorrência de um câncer.

O corpo chegou ao Theatro escoltado por batedores da Guarda Municipal vindo do Cemitério e Crematório da Penitência, na Zona Portuária, onde mais tarde será cremado. No rápido percurso, o comboio passou pelo circuito dos megablocos, no Centro. Esta semana, o trajeto ganhou o nome da artista em uma homenagem póstuma. A cantora costumava arrastar multidões com o Bloco da Preta.

 

O velório ficará aberto ao público de 9h às 13h e depois o corpo será encaminhado em cortejo de volta ao cemitério. Lá, amigos e familiares terão uma despedida restrita antes do processo de cremação.

Após a despedida no saguão do Theatro, um cortejo retornará ao cemitério, novamente usando o corredor recém-batizado. A Prefeitura do Rio montou um esquema especial de interdições e bloqueios na região do Theatro Municipal. As restrições se estendem até as 18h de sexta.

 

Fãs homenageiam Preta

 

A cabeleireira Norma Maria Bessa Pacheco saiu de Curicica, na Zona Oeste do Rio, antes das 5h. Chegou às 6h15 na frente do Theatro Municipal.

Ela levou um cartaz em que prestava uma homenagem à cantora, chamando-a de guerreira, e se disse fã de toda a família. “Eu fiz esse cartaz para homenagear ela e o pai, de quem também sou fã. Acompanhei a carteira e sempre ouvia no rádio”, disse Norma.

A doméstica Teresa Marques dos Santos também madrugou para ir até o velório. “Ela era uma pessoa que dava alegria. Os pais precisam do calor das pessoas nesse momento. É o que podemos fazer. Deixa um grande legado, pais maravilhosos, filho e uma neta”, afirmou Teresa.

 

O estudante Tiago da Silva Nascimento deixou Maricá às 4h para estar no velório. A morte de Preta o fez lembrar da importância que ela teve na construção de sua identidade e que ele perdeu a avó também por câncer.

“Eu não era fã de carnaval. Gostava por causa dela, das músicas que contagiavam. Sou gay, e ela representava a nossa causa, dos LGBT. Uma mulher que falava a verdade e representa a comunidade. Eu devo isso tudo a ela.”

 

Preta, um ícone

 

Preta Gil foi uma das maiores defensoras do carnaval de rua carioca e comandava desde 2010 o Bloco da Preta, um dos mais populares da cidade. Em 2017, ela conseguiu arrastar mais de 500 mil foliões pelas ruas do Centro do Rio com uma homenagem a Chacrinha. O circuito de megablocos que leva agora seu nome será, simbolicamente, parte do caminho do adeus à artista.

 

“É o momento ápice do meu ano. Trabalho o ano inteiro, faço mil atividades, mas o meu grande 'xodó' é o Bloco da Preta. Nele deposito muito da minha energia. O ano inteiro de planejamento, reuniões. É um momento muito especial, onde eu fico muito grata a Deus, aos meus fãs”, disse ao g1.

Filha de Gilberto Gil, sobrinha de Caetano Veloso, afilhada de Gal Costa, Preta Gil deixou a carreira de produtora e publicitária e decidiu pela carreira de cantora aos 29 anos, quando lançou seu primeiro álbum. “Prêt-à Porter” traz o hit “Sinais de Fogo”, uma composição de Ana Carolina feita especialmente para a amiga Preta. Além disso, o disco recebeu críticas por ter a cantora nua na capa.

“Eu lembro que fui mostrar para o meu pai e ele falou: ‘Desnecessário, Preta’. Aquilo foi uma confusão na minha cabeça. Mas meu pai é um sábio. Ele sabia exatamente o que eu ia passar depois. Eu lancei o disco achando que estava abafando, mas veio uma enxurrada de muitas críticas na época. De muito conservadorismo”, disse Preta em entrevista a Pedro Bial.

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