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Câmera corporal mostra PM executando suspeito que estava rendido durante operação em Paraisópolis

Publicada em 15/07/2025 às 09:55h - 84 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

A câmera corporal de um policial militar preso por matar um suspeito gravou o momento em que ele atira contra um homem já rendido. O caso ocorreu durante uma operação, na favela de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Após a execução, houve protesto marcado por vandalismo, e um outro suspeito foi morto. (vídeo acima).

Na imagem, é possível ver ao menos três policiais entrando no quarto onde os suspeitos estavam.

 

 

 
 
Um dos homens, identificado como Igor Oliveira de Moraes Santos, aparece de mãos erguidas, em pé, encostado em uma parede. Um dos PMs realiza dois disparos contra ele, que cai no chão. Segundos depois, o policial pede para Igor se levantar. Enquanto se levanta, o agente faz outro disparo. Outro militar também atira em seguida.

Segundo o coronel Emerson Massera, chefe da comunicação da PM, as prisões dos agentes aconteceram após a análise das imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais.

 

"O homem já estava rendido quando os policiais efetuaram os disparos. (...) A ação dos policiais foi ilegal", disse. "A ação começou completamente legítima. (...) Num determinado momento, esse homem já estava rendido quando os policiais efetivaram os disparos, sem nada que os justificasse", afirmou.

 

Os quatro suspeitos estavam fugindo e tinham entrado na casa de um morador que não tinha qualquer envolvimento com a ação quando a polícia chegou. Com eles, foram apreendidas três armas de fogo, carregadores, drogas, dinheiro e celulares.

Massera ressaltou que a corporação não compactua com erros de policiais e que foi determinada uma apuração rigorosa sobre o episódio. "Foram condutas criminosas", acrescentou. "Reconhecemos nosso erro e os policiais já estão sendo responsabilizados e vão responder por isso", disse. Segundo ele, "houve o erro do policial, não falta de treinamento ou preparo".

Os agentes usavam o modelo novo de câmeras corporais, em que a gravação tem que ser ativada. De acordo com o coronel, uma das câmeras foi acionada por um dos policiais, ativando automaticamente, via bluetooth, as demais.

Mais dois policiais que participaram da abordagem foram indiciados. O homicídio doloso (quando há intenção de matar) será investigado em um inquérito que tem prazo de 20 dias e poderá ser prorrogado por mais 40 dias. Ao final da investigação, as imagens das câmeras corporais serão liberadas.

Três homens que também estavam na casa foram presos. Dois deles não tinham passagens criminais.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

"A equipe da unidade já recebeu as imagens das Câmeras Operacionais Portáteis (COPs), utilizadas pelos policiais militares envolvidos na ocorrência, que estão sendo analisadas para contribuir com o esclarecimento dos fatos", diz o texto.

 

 

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