
A semana começou com operações policiais em diversos estados e no Distrito Federal para combater quadrilhas que usam a internet para atividades criminosas e com crianças e adolescentes como vítimas. Em Roraima, bandidos aliciam esses jovens para participar de lutas e chegam a oferecer como prêmio uma menina de 13 anos.
Basta rolar os dedos pela tela do celular que surgem imagens de jovens lutando como se estivessem em um ringue. São diversos registros Brasil afora. Em um, em Santa Catarina, dois garotos com luvas de boxe trocam socos. A luta, em um campo de futebol em Fortaleza, só terminou quando um dos jovens caiu no chão.
Depois de dois meses de investigação, a Polícia Civil e o Departamento de Inteligência de Roraima prenderam dois homens suspeitos de organizar as lutas clandestinas com jovens de 12 a 17 anos, na periferia de Boa Vista. Da mesma forma que em outras regiões, os bandidos aliciavam os jovens pelas redes sociais. As brigas envolviam até meninas. Os organizadores ganhavam dinheiro com as apostas de espectadores. Os dois homens seguem presos.
Na casa de um dos presos na operação, a polícia encontrou uma adolescente de 13 anos. Segundo a polícia, os dois mantinham um relacionamento, o que é considerado crime pelo Código Penal Brasileiro. Ainda segundo a polícia, a jovem chegou a ser oferecida como prêmio em uma das lutas. O caso é configurado como estupro de vulnerável pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A jovem foi entregue para os pais.
O Ministério Público está acompanhando o caso e vai investigar como essas lutas, que aconteciam em espaços públicos, eram organizadas.