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Insetos serão a 'carne do futuro'? Estudo diz que nojo e custo barram avanço na utilização

Nova revisão científica mostra que, apesar de sustentáveis, alimentos à base de insetos enfrentam forte rejeição e pouca viabilidade de mercado.

Publicada em 26/06/2025 às 08:45h - 93 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

Produtos à base de insetos, como hambúrgueres de grilo e barras proteicas com larvas, são frequentemente promovidos como soluções sustentáveis para substituir a carne. Mas um novo estudo alerta: a ideia pode ser mais marketing do que realidade. A rejeição ao consumo de insetos é tão forte em países ocidentais que sua capacidade de reduzir o consumo de carne deve ser insignificante, afirmam os autores. E a aposta dos investidores segue o mesmo caminho: menos de 1% dos aportes no setor de insetos foca em alimentos para humanos.

Publicado na revista "Nature npj Sustainable Agriculture", o estudo foi desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos e da França. A liderança é de Corentin Biteau, pesquisador do The Insect Institute, entidade dedicada a refletir sobre os “desafios e incertezas relacionados à produção e ao uso de insetos para alimentação humana e animal”.

METODOLOGIA - O estudo faz uma síntese de pesquisas e dados já existentes, com foco em publicações entre 2023 e 2024. Entre as fontes, está uma revisão de 91 artigos científicos e relatórios de mercado.

?CONCLUSÃO - Apesar das vantagens ambientais, os alimentos feitos com insetos não devem ter papel significativo na transição para dietas mais sustentáveis. Segundo os autores, a indústria enfrenta três grandes obstáculos:

Rejeição sensorial e cultural: a maioria dos consumidores associa insetos a sujeira, doença e repulsa. Menos de 30% estariam dispostos a experimentá-los.

Baixa competitividade: produtos com insetos tendem a ser mais caros, menos saborosos e menos acessíveis que a carne ou alternativas vegetais.

 

Pouco investimento: em 2022, apenas 0,6% do dinheiro investido na indústria de insetos foi destinado a alimentos com potencial de substituir carne.

? E quanto às alternativas vegetais?

 

Ao comparar os insetos com os produtos vegetais que simulam carne, o estudo conclui: os vegetais ganham em quase tudo — aceitação, custo, sabor, acesso e benefícios à saúde.

Hoje, cerca de 90% do mercado de alimentos com insetos é formado por produtos que não competem diretamente com a carne (como snacks, massas e barras). Como os insetos costumam ter maior impacto ambiental que os produtos vegetais, usá-los nesses itens pode ser “prejudicial do ponto de vista da sustentabilidade”, alertam os autores.

Na visão dos autores, os alimentos com insetos correm o risco de desviar atenção e recursos de opções mais promissoras.

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