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Quadrilha forjava assaltos e roubos de carga em SP e MG para aplicar golpes em seguradoras

Em São Vicente (SP), um caminhoneiro denunciou um falso sequestro e roubo de carga avaliada em R$ 700 mil.

Publicada em 26/06/2025 às 08:37h - 98 visualizações

por G1

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 (Foto: G1)

Em São Vicente (SP), um caminhoneiro denunciou um falso sequestro e roubo de carga avaliada em R$ 700 mil. A investigação revelou que ele fazia parte de uma quadrilha especializada em fraudes contra seguradoras. O grupo forjava crimes e revendia as mercadorias. O caso aconteceu durante o carnaval de 2024. Joel Oliveira procurou a delegacia da cidade e relatou ter sido vítima de um sequestro. Segundo o depoimento, ele havia saído de Campinas com dois tratores no caminhão e a carga seria entregue em duas cidades do Maranhão.

Joel contou ter parado para descansar em um posto de combustíveis na Rodovia Anhanguera, em São Joaquim da Barra, interior paulista, onde conheceu uma mulher e os dois dormiram na boleia do caminhão. Por volta das 4h30, a mulher teria aberto a porta do veículo para duas pessoas armadas, que o obrigaram a entrar no porta-malas de um carro. Joel afirmou que foi levado para um barraco, após horas de cárcere, conseguiu fugir do cativeiro e procurou a polícia. No mesmo dia, a Polícia Militar de Minas Gerais encontrou o caminhão em Itamogi, sem as retroescavadeiras, e prendeu dois suspeitos em flagrante: Claudinei Grotti Junior e Marcos Eduardo Moura. A investigação apontou que os dois tinham uma sociedade criminosa com o motorista Joel Oliveira.

O grupo identificava cargas protegidas por seguradoras, forjava crimes e revendia a mercadoria. Segundo a polícia, Claudinei era o líder da organização e orientava os caminhoneiros cooptados sobre o que dizer nos depoimentos. Mensagens recuperadas pelos investigadores mostram que atuação dos criminosos acontecia principalmente em rodovias do estado de São Paulo.

Uma cooperação entre as polícias de Minas e São Paulo identificou 26 boletins de ocorrência suspeitos, com relatos de assaltos similares em delegacias da capital paulista e outros sete municípios. A defesa de Joel Oliveira e Marcos Eduardo Moura disse que os dois são inocentes e não fazem parte da organização criminosa investigada.

O advogado de Claudinei Grotti Junior, que está preso, afirmou que ele é inocente e que está recorrendo da condenação.

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