
A votação da urgência do projeto que limita o aumento do IOF não só mostra a força do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), como também envia recado ao governo.
O placar de 346 a 97 pela aprovação ocorreu após semanas de tensão entre deputados e o Executivo, crise provocada por uma decisão errática do governo Lula. Motta (Republicanos), cogitou votar a derrubada do decreto, mas adiou, em um gesto à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, com quem tem ótima relação.
O governo trabalhou para evitar a votação da urgência, inclusive com articulação de Lindberg Farias (PT-RJ), considerado peça fundamental na negociação que impediu que a derrubada do decreto fosse votada no mérito já ontem.
No entanto, deputados disseram a Motta estarem muito incomodados com a “trapalhada” na condução do aumento do IOF e, também, com o “bate-cabeça” dentro do governo sobre a liberação de emendas parlamentares.
Integrantes da cúpula do Congresso afirmaram ao blog que a questão não se resume apenas às emendas — embora elas também estejam no centro das discussões. Mas a forma como o tema tem sido apresentado, fazendo parecer que as emendas vão diretamente para o bolso dos deputados, tem irritado os parlamentares.